Práticas
espirituais
A
melhor prática espiritual pode ser simplesmente
estar interessado. Estar interessado em sua prórpia
vida, isto é, o processo pelo qual você
vive na sua vida externa e também o fenônemo
da sua vida interior. Estar interessado em sua experiência,
mas também à sua resposta para sua
experiência. Estar interessado em descobrir
a verdade sobre a natureza do seu próprio
ser, Estar interessado em saber quem você
é em todas as circunstâncias, e especialmente
quem você é quando estpa sob pressão.
Quando, por exemplo, você sente um imenso
desejo ou intensa emoção, como você
responde á eles? Estar interessado em ver
com clareza, e não simplesmente se conformar
com suposições confortáveis
e normas societárias.
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Uma
das práticas espirituais mais respeitadas
de todos os tempos é a arte da meditação.
O mecanismo básico da meditação-
sentar-se numa posição confortável
porém aplicada com as costas eretas,
regulando e tornando a respiração
profunda, e refreando a mente contra a corrida
de pensamentos e fixando-a em um ponto- é
conhecido e discutido em todos os lugares. A
idéia-chave aqui é que a mente
é quase sempre descuidada e consumida
pelo desejo e medo, e a meditação
é a ciência de refrear a mente
para que a mente agitada se acalme.Uma
vez que se comece a sentir a profundidade que
a meditação traz, pode-se começar
a ver o que mais ocorre além dos trabalhos
incessantes da mente. No início,meditação
pode ser difícil e desencorajadora, por
que a mente não vai se assentar. |
Deve-se simplesmente perseverar; mesmo que os benefícios
não sejam evidentes no início, eles
estão lá sem sombra de dúvida.
Deve-se sentar por algum tempo de manhã cedo,
por digamos 10 à 30 minutos, e então
sentar-se novamente ao entardecer, antes que se
esteja cansado demais, pela mesma duração.
O número e a duração das
sessões pode ser aumentado conforme haja
o crescimento para sentir-se mais confortável
com a prática.
| Swami Sivananda era um crente
irredutível da regularidade da meditação
e também em manter a mesma atitude omtemplativa
mesmo durante as atividades rotineiras. Nós
podemos perceber que a mente se torna demasiadamente
destraída durante nossas tarefas do cotidiano,
e por este propósito a repetição
de um mantra pode ajudar muito, pode ser uma
simples questão de cultivar uma cosnciência
profunda e inabalável do momento presente.
Plena consciência na sua vida é
como meditação de olhos abertos.
Práticas como yoga asanas (posturas),
pranayama (respiração controlada)
e estudo regular de literatura espiritual podem
ser usadas para ajudar a preparar e auxiliar
a prática da meditação. |
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Existem diversos tipos de temperamentos humanos
e logo, todos os tipos de práticas. As quatro
práticas principais de Yoga- Karma (Ação),
Bhakti (Devoção), Jnana (Conhecimento)
e Raja (Real) - são baseadas no fato de que
personalidades diferentes com histórias diferentes
requerem difetentes métodos de abordagem.(Vejam
o link Yoga
para mais informações.) Gurudev acreditava
ao mesmo tempo que estas práticas deviam
ser congruídas no Yoga da Síntese.
Sem negligenciar nenhuma área da prática
ou super-enfatizar outra, deve-se sabiamente usar
cada uma em sua medida ideal. Serviço abnegado
ao próximo, somado com amor e devoção
por Deus (Bhakti), ajudados pela busca do Conhecimento
último (Jnana) e disciplinado pelo auto-controle
e meditação avançada (Raja
Yoga) podem juntamente levar ao Yoga final, que
é a união com Deus.
Existem cinco palavras em Sânscrito que começam
com a letra "S" que podem ser arrumadas
em um pequeno e bonito "buquê yóguico:"
santosh, svadhyaya, satsang, sadhana e samadhi.
Santosh significa "contentamento," mas
não um contentamento baseado em satisfazer
um desejo ou relaxar num estado complacente. Se
refere mais à uma paz residente que vem ao
se assentar na verdadeira natureza do seu ser. O
pré-requisito para Santosh pe cultura ética;
deve-se viver uma vida moral e responsável
que reconhece o valor do próximo. Quando
se supera os desejos egoístas e medos do
ego os males que os acompanham, começa-se
a sentir a paz que vem do profundo interior. Esta
paz (Shanti em Sânscrito, outra palavra com
"S"!) é um atributo divino é
o estado alegre e bem-aventurado do ser-humano.
Svadhyaya é o estudo diário de textos
espirituais ou trabalhos escritos por santos realizados.
(Pode ser também, no sentido amplo da palavra,
auto-estudo através da investigação
(chamada de vichara) na natureza do Ser último.
Pode ter a forma de um persistente questionamento,
"Quem sou Eu," ou outro método
de investigação introspectivo.) O
exercício não é o de ler casualmente
ou pensar de forma desleixada onde não existe
um real envolvimento. Deve-se estudar estes grandes
textos por que eles devem ser aplicados à
vida. Não deve-se ler somente para engordar
a mente e o ego, mas sim como uma forma de ocasionar
uma transformação significativa em
nossas vidas. Na tradição Indiana,
escrituras como o Bhagavad Gita, os Upanishads,
o Ramayana e o Srimad Bhagavatam devem se intensamente
estudados. Entretanto, estes livros podem não
corresponder ao seu interesse ou cultura. Neste
caso você deve buscar por grandes textos inspiradores
de sua própria tradição e ler
um pouco todos os dias
A terceira palavra é satsang (associação
com sábios). O maior ensinamento vem da vida
dos santos e sadús, e tentar estar na presença
deles é considerado uma grande bênção.
Este tipo de 'associação com os sábios'
serve para elevar a mente e encorajar o aspirante
espiritual. Deve-se ardentemente ter esperança
de encontrar uma pessoa iluminada para ser seu guru,
pois é através do satsang com o guro
que as maiores instruções são
recebidas- mesmo através de meios falados
ou não-falados. Se tão elevada companhia
não estiver disponível, satsang pode
também ser a reunião com devotos de
mentalidade semelhante para auxiliar e instruir
um ao outro.("Onde dois ou mais estiverem reunidos
em meu nome, Eu estarei no meio deles," disse
o Senhor Jesus.) Se este segundo companheiro estive
indisponível, pode-se ter satsang através
de grandes textos ou através sa invocação
de um santo ou deidade por meio de um mantra ou
oração.
Sadhana
é a palavra que engloba todas as outras pois
significa 'prática espiritual'. A escência
da pática espiritual é que nós
finalmente a pratiquemos! Não há utilidade
em constriu castelos no ar e imaginar que estamos
"praticando" quando de fato estamos fazendo
o que nos é conveniente. O verdadeiro Sadhana
acontece quando a intenção está
clara- "Eu quero realizar Deus nesta mesma
vida e eu não vou me desviar do meu objetivo."
Persistentimente, de forma inabalável e com
uma perseverança extrema, deve-se simplesmente
negar-se a desistir até que o objetivo final
seja atingido. Qualquer que seja a prática
individual de cada um, a chave é que esta
deve ser conduzida com entusiasmo e confidência.
O termo final é a princípio não
um que seria normalmente uma introdução
para iniciantes. Este termo é samadhi e significa
"União com Deus". Os aspirantes
de longa jornada, sem contar os iniciantes, têm
suas cabeças girando com um conceito destes.
Samadhi significa absorver-se no Ser último
no qual o ego individual se derrete no Eterno. Quem
é que pode se quer conceber um estado como
esse? Simplesmente a idéia nos faz fugir
de medo! "Ai meu Deus, desistir do meu ego?!
Não, obrigado!" Ainda, de alguma forma
é neste sentido que nossa palavra surge.
Nós devemos entender que nosso objetivo não
é simplesmente sentir-se melhor, ou não
ser infeliz, ou simplesmente ser uma versão
melhorada de nós mesmos; não, o objetivo
do sadhana é retornar ao lugar do qual nunca
devíamos ter partido. Gurudev diz que o ser-humano
é um ser divino e sua escência mais
profunda é o Ser. Nós estamos então,
mesmo que no início, em uma jornada de auto-descoberta
que finalmente nos levará de volta ao nosso
verdadeiro Ser.
Para saber mais sobre práticas
espitituais na vida cotidiana, leia o texto
" 20
instruções espirituais muito importantes
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